quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Tempo ruim

Hoje o céu chorou, e eu o imitei.
Minha cabeça ficou nublada, meu coração nem sequer viu o sol, meus olhos garoaram, choveram, trovejaram com uma ira impensável. Não pensei nem senti direito, apenas chovi, derrubando árvores, causando enchentes, liberando o caos.
Quando o sol ameaçou aparecer, soprei-o para longe, junto com todos os sentimentos que um dia iluminaram meu ser, ficando envolta em meu próprio furacão embravecido.
Então, repentinamente, o som de uma gargalhada infantil surgiu e logo transformou-se em uma música alegre e contagiante, tentando me fazer ceder à tentação de comemorar. Mas depois de toda destruição pela qual passei e causei, como conseguiria voltar a dançar e cantar alegremente o simples fato de que estou viva, mesmo que um pouco amassada pelas tantas quedas que levamos constantemente?
Tive que tomar uma decisão muito significante, e conforme o sol foi se aproximando, não tive mais medo de sair do meu mundo cinza e ser calorosamente iluminada com todos aqueles sentimentos que ficaram esquecidos nos cantos mais obscuros da minha alma por tanto tempo.
E enquanto fui puxada para fora escuridão, um único pensamento me sustentava: na vida, não interessa quantas vezes você toma um tombo, caindo com várias coisas e sim quantas vezes você foi capaz de juntar o que caiu, levantar e seguir em frente com a cabeça erguida.
Afinal, depois da chuva, há um arco-íris.

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